sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tudo na nossa vida e na própria natureza tem um ciclo, geralmente marcado pelo início, crescimento/desenvolvimento e um fim. Possivelmente essa seja a razão pela qual o homem crê e cria hipóteses para o fim do mundo, numa aposta de que o planeta e o cosmo por inteiro também hajam de acordo com essa "lei".

Mas o que se pode constatar até hoje é que, embora o universo, o nosso planeta e a humanidade tenham passado por várias fases de transformações, extinções e evoluções, o mundo continua aqui, girando e passando por novas mudanças. E muitas teorias sobre o fim do mundo falharam, contudo, outras ainda estão "no aguardo" para acontecerem.
O ano 1000, por exemplo, foi muito temido pelos medievos. Segundo Georges Duby localizado na foto ao lado (apud. PILLETTI e PILLETTI, 2010, p. 
39): "tudo o que parecia ser um desregramento na natureza era considerado um sinal anunciando os tormentos que deviam preceder o fim do mundo. Dou um exemplo: todo mundo pensava que, segundo a vontade divina, a trajetória dos astros é regular. O surgimento de um cometa, isto é, de uma irregularidade, suscitava a inquietação. Um dos cronistas daquele tempo conta que, num ano, viram-se no céu estrelas que se batiam umas contra as outras. Uma delas era enorme e lançava faíscas, a outra, menor, girava ao seu redor. Um outro evocava uma baleia 'grande como uma ilha', avistada no canal da Mancha. Ver surgirem bruscamente animais de dimensões anormais, monstros, fazia pensar que alguma coisa não estava bem no mundo, que ele se desorganizava. Por meio de todos esses acidentes, Deus enviava mensagens. Ele conclamava a manter-se alerta. E cabia aos sábios interpretar esses sinais e explicar o seu significado".

Diante disso, percebe-se que o medo provinha do desconhecido e da novidade. Era isso que alimentava a imaginação de coisas negativas e tenebrosas. Mas convenhamos, até hoje a humanidade teme às irregularidades da natureza e as vê como presságios do fim dos tempos.   

Michel de Nostradame
Falar em fim do mundo sem mencionar o nome e as profecias de Nostradamus seria patético. Reconhecido  como o maior profeta moderno, Nostradamus escreveu centenas de quadras nas quais, supostamente, o futuro estava revelado. Nascido na França em 1503, Michel de Nostradame vinha de uma família judia convertida ao Cristianismo. Suas previsões despertam, ainda hoje, as mais controversas reações.  
 Talvez a mais lembrada das suas previsões seja a do fim dos tempos que aconteceria no ano 2000. A quadra que se refere a esse acontecimento é a seguinte:

"Em 1999 a sete meses,
do céu virá um grande rei do terror.
Ressuscitará o grande rei D'Angolmois.
Antes que Marte reine pela felicidade".

As palavras de Nostradamus nesse quadrante coincidiram com o final do segundo milênio da Era Cristã. Muitos, precipitadamente, interpretaram que o mundo não chegaria ao ano 2000. Mas Pierre D"Arcy, PhD em História Cristã, afirma que o quadrante faz referência, sim, ao surgimento de uma liderança que poderia ser vista como o Terceiro Anticristo previsto por Nostradamus (o primeiro teria sido Napoleão Bonaparte e o segundo, Adolf Hitler).    

Nessa previsão, Nostradamus teria usado a contagem bíblica para datas e não o convencionado em sua época de vida. Por isso, ao invés de dizer logo o ano 2000, escreveu 1999 e sete meses, pois na Bíblia, Deus permitirá que o Anticristo floresça durante o período de cinco meses. É nesta linha que o texto do profeta deve ser analisado, afirma D"Arcy, e só assim uma resposta consistente poderá ser encontrada no que ele escreveu. Mas passamos o ano de 1999, sobrevivemos à virada do ano 2000 e entramos no século XXI na maior da normalidade.

Porém, após a sobrevivência da espécie humana ao seu terceiro Anticristo, Nostradamus ainda não havia dado por encerrado suas previsões. Em "Presságios", o francês afirma categoricamente que em 3767, não haverá mais seres humanos caminhando sobre a Terra. Só que desta vez, o final absoluto virá em forma de poder divino, uma catástrofe devastadora trazida ao mundo por Deus, em forma de punição final. Certamente a geração humana a qual fazemos parte contribuirá para isso, pois nenhum de nós estará caminhando sobre a Terra na data mencionada. O que será que realmente irá acontecer se o mundo sobreviver a outras teorias finais agendadas para antes de 3767?

O evento do fim do mundo mais próximo de acontecer é o de 2012. Enquanto muitas pessoas acham que o dia 21 de dezembro do próximo ano não vai passar de uma data atarefada por causa das compras de Natal, alguns autores já escreveram livros e cineastas criaram filmes para preparar a população para a chegada do juízo final... fim dos tempos... apocalipse.

Calendário e pirâmide Maia
A profecia sobre o fim do mundo que gerou o filme “2012” vem do calendário Maia. Mas pesquisadores e cientistas também afirmam que a Terra vai passar por um processo de mudança chamado inversão geomagnética e que os efeitos serão irreparáveis. Segundo as teorias, maremotos e tsunamis, erupções vulcânicas, radiação solar e falha no sistema de comunicação assolarão o mundo.

Segundo a cosmologia Maia, o Planeta Terra possui 5 grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, 4 já passaram. "Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012." diz Steven Alten. Isso acontece porque a cada 26.000 anos o Sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da Terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão. "A Terra oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos." diz John Major Jenkins. Portanto, segundo o calendário Maia, o mundo está com os dias contados. Será o fim total ou o início de um novo ciclo? Só quem viver verá e somente os que sobreviverem saberão.
Se algo extraordinário ocorrer em qualquer data, ou coincidentemente nas datas previstas, não foi porque alguém disse que iria acontecer, e sim porque a natureza segue seu percurso esnobando calendários, números e datas. Tantas profecias fracassadas revelam apenas que o homem não tem a mínima capacidade de prever o que irá se suceder com o Universo do seu Criador.



Professor Josimar Tais


FONTES:
2012: Livros falam sobre profecias do fim do mundo. Disponível emhttp://br.noticias.yahoo.com/2012--livros-falam-sobre-profecias-do-fim-do-mundo.html Acessado em 10 out. 2011  

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