quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


As atrizes são lindas, o figurino lembra muito HQ (histórias em quadrinhos) no estilo mangá. Mas a história é péssima. Peguei a sinopsse do filme na internet, assim não parece ser tão ruim. O diretor te confunde nas cenas que transmitem realidade e naquelas em que elas estão em transe por causa da lobotomia. Muitas cenas lentas, muitas outras de conflitos sem muita ação (também em câmara lenta). Acho que o diretor não tinha mais o que por no filme, então o estendeu com esta estratégia. 




Sinopse do filme.

Após a morte da mãe, BabyDoll (Emily Browning) é acusada de matar a irmã e é internada em um hospício. Para piorar, 5 dias depois, um médico terá para fazer uma lobotomia na garota. Ela então tem de se juntar a Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens), Sweet Pea (Abbie Cornish) e Amber (a linda Jamie Chung), algumas garotas do lugar para tentarem fugir daquele inferno. Na imaginação de BabyDoll surge um homem misterioso (Scott Glenn) que a incumbe de conseguir 5 itens, com os quais conseguiria escapar. Começa então a viagem (em todos os sentidos que a palavra oferece) das amigas através dos mundos imaginativos para resgatá-los. E começa também o festival visual.

Técnica da lobotomia

A lobotomia foi utilizada como tratamento para uma série de doenças mentais, finalmente caindo em desuso.

Vídeo sobre a Lobotomia Pré-Frontal

O vídeo abaixo mostra cenas originais das cirurgias feitas na década de 30 e o testemunho de um psiquiatra a uma rede de televisão americana:

                  


Lobotomia Trans-Orbitária: O Testemunho de um Paciente

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Interessantissima a entrevista com Howard Dully, um paciente lobotomizado pelo Dr. Walter Freeman aos 12 anos de idade (atualmente ele está com 56 anos).
A lobotomia pré-frontal foi inventada por um neurocirurgião português, o Dr. Egas Moniz, e popularizada nos Estados Unidos pelo Dr. Walter Freeman, que a modificou para que pudesse ser feita no consultório (lobotomia trans-orbitária ou "ice-pick lobotomy"), em menos de 10 minutos, com uma incisão através da órbita, como na figura acima, que mostra Howard Dully sendo lobotomizado aos 12 anos de idade.
Essa psico-cirurgia era a única terapêutica disponível para alguns casos de psicopatias, e foi abandonada com o advento das drogas neurolépticas. Infelizmente, o Dr. Freeman abusou das potencialidades dessa cirurgia e menosprezou as suas potenciais complicações, encerrando a sua carreira depois que uma paciente morreu de hemorragia cerebral.
A reportagem completa, com o arquivo sonoro da entrevista, está no site NPR. Veja a cena do filme que mostra a lobotomia...








Fonte: neuronews- Notícias da neurologia na internet.


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